O mercado de data centers no Brasil está passando por uma transformação significativa, impulsionada pela demanda crescente por infraestrutura de computação em nuvem e inteligência artificial. Recentemente, a Alianza adquiriu um condomínio logístico próximo a São Paulo, onde dois dos sete galpões estão sendo convertidos em data centers, destacando a corrida entre gestoras imobiliárias para fortalecer esse setor.
Gestoras como Arch Capital, Alianza e AZ Quest estão desenvolvendo fundos voltados para a construção, compra e aluguel de imóveis dedicados à infraestrutura de data centers. Essa movimentação ocorre em meio à percepção de que a oferta no Brasil ainda é insuficiente para atender a demanda crescente por serviços de computação em nuvem.
Dados de um relatório da Cushman & Wakefield indicam que a capacidade de data centers em operação na região de São Paulo aumentou de 623 MW para 661 MW no primeiro semestre de 2026. Além disso, a ABDC projeta que o mercado brasileiro de data centers para grandes provedores pode alcançar a impressionante marca de 5,1 GW em capacidade nos próximos dez anos.
Para viabilizar essa expansão, calcula-se que serão necessários aproximadamente US$ 55 bilhões em investimentos, o que equivale a quase R$ 300 bilhões, focando na construção física desses novos data centers. Isso sinaliza uma fase de intensa competição e inovação no setor imobiliário, especialmente em um período em que a digitalização se torna cada vez mais essencial para os negócios.