A alavancagem de fundos imobiliários (FIIs) vem registrando uma redução importante no nível de endividamento dos Fundos Imobiliários, em 2026. Após um alerta, no ano passado, sobre a crescente alavancagem que afetava os FIIs, houve uma diminuição clara na relação entre dívida líquida e fluxo de caixa operacional (FFO) de alguns fundos, que caiu de 2,1 vezes em 2025 para 1,4 vez em 2026.

A média ponderada da relação entre dívida total e ativo total também reduziu, passando de 15% em 2025 para cerca de 13% em 2026. O segmento que mais se destacou na diminuição da alavancagem foram os fundos de galpões logísticos, que viram a relação dívida/ativo diminuir de 15,8% para 11,8% entre 2024 e o primeiro semestre de 2026. A dívida líquida/FFO desse segmento também recuou de 2,0 vezes para 1,7 vez.

Por outro lado, os fundos de shopping centers apresentaram uma tendência contrária, com um aumento no endividamento. A relação dívida/ativo dos FIIs de shoppings subiu de 16,5% para 19,5%, enquanto o índice de dívida líquida/FFO passou de 2,2 vezes para 3,3 vezes, demonstrando uma preocupação crescente neste subsetor.

Além disso, o relatório destaca que, tanto em lajes corporativas quanto em shoppings, a dívida está concentrada em um número reduzido de fundos, o que pode implicar riscos adicionais para os investidores neste segmento específico.