O Ibovespa ultrapassou a marca de 200 mil pontos, alcançando a maior alta em seis anos após o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. O resultado, divulgado em 5 de outubro, mostrou Flávio Bolsonaro em primeiro lugar, o que gerou um otimismo significativo entre os investidores.

Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva ficou com 45,16%, o que garante ao senador a liderança para o segundo turno, agendado para 25 de outubro. Em números absolutos, Flávio recebeu cerca de 56,1 milhões de votos, enquanto Lula totalizou aproximadamente 53,8 milhões.

A nova configuração política também animou o mercado, com o PL e outros partidos de direita ampliando suas representações na Câmara e no Senado. Isso elevou a expectativa de que o próximo governo poderia priorizar a contenção das despesas públicas e reduzir o risco fiscal.

Na abertura, o Ibovespa futuro subiu até 9%, atingindo 211 mil pontos, antes de ser suspenso por um leilão devido à forte oscilação. No pregão, o índice à vista superou os 200 mil pontos, um marco histórico para a bolsa brasileira.

Adicionalmente, o dólar caiu mais de 4%, atingindo o menor patamar em oito anos, sendo negociado abaixo de R$ 5. Essa valorização dos ativos reflete um aumento no apetite por risco, impulsionado pela perspectiva de um governo com maior disciplina fiscal.

Após a liderança de Flávio, as expectativas de vitória no segundo turno mudaram consideravelmente; antes considerado um cenário apertado, a probabilidade de triunfo do senador ultrapassou 80%. Contudo, a reportagem enfatiza que a disputa não está decidida e a proximidade nas porcentagens indica um período de volatilidade até a nova votação.