Em análise bastante prática e objetiva, analista indica alguns pontos importantes a considerar sobre o GTWR e deixa margem para interpretações próprias dos interessados em investir no Fundo. O vídeo é curto e objetivo. Na sequência, deixo minhas próprias impressões e considerações sobre a análise.
Link direto do canal https://www.youtube.com/@otmarschneider_cnpi.
Minhas considerações sobre a análise do GTWR11
Inicialmente, devo dizer que acho bastante pertinente as recomendações de que nunca, em hipótese alguma, deve-se concentrar investimentos. Ou seja, quanto mais diversificada for sua carteira, menor os riscos. Mesmo que um ativo lhe pareça bastante sólido e estável, não deve ser seu único alvo. Se você é conservador e gosta de estabilidade, procure mais de um investimento que lhe ofereça essas características e diversifique entre eles, inclusive, entre classes de investimentos.
Direto ao ponto
Isso posto, devo dizer sobre o GTWR11 que, aparentemente, é um desses ativos que oferecem uma boa estabilidade e margem de segurança. O Fundo é proprietário do imóvel que hoje abriga a sede do Banco do Brasil, em Brasília. São três torres enormes, em área nobre da capital, construído especialmente para essa finalidade. O prédio foi entregue ao banco em 2018, que desocupou diversos outros imóveis na cidade para concentrar todas as suas operações ali. Com contrato de locação até 2030, parece pouco provável que, no curto prazo, o Banco vá desocupá-lo. Ainda assim, claro. Existe o risco. E o que o Fundo faria com um edifício daquelas dimensões, em um ambiente tão pouco atrativo para grandes negócios como Brasília?
Esse é exatamente o risco que o analista nos indica no vídeo. Para corroborar a tese, relembra que durante mais de cinquenta anos o próprio BB ocupou um outro edifício icônico, em Brasília, e… desocupou! Diga-se de passagem, desocupou para ocupar o atual edifício, patrimônio do GTWR11.
O que penso, afinal, sobre isso?
Bem, considerando os fatos pretéritos, acho que há uma probabilidade maior de o Banco do Brasil renovar seu contrato, a partir de 2030, do que desocupar o prédio que ocupa atualmente. Obviamente, são conjecturas. Mas há razões para me fazer pensar assim. Primeiro, é pouco provável que em Brasília, que não tem, surja um outro prédio com características semelhantes à atual sede do BB para abrigá-lo. E, segundo, considerando que o Banco ocupou o seu primeiro prédio/sede na Capital por mais de cinquenta anos, e depois de mobilizar tanto esforço e recursos para concentrar suas atividades em um único local, por que refaria o esforço de pulverizar novamente suas operações por diversos outros prédios na cidade?
O mais provável, portanto, na minha perspectiva, é que antes de 2030, quando vence o contrato, o Banco não desocupe o prédio e, após, renove a locação por um período tão longo quanto o atual.
Dessa forma, sigo apostando no GTWR11 como um Fundo seguro, em que deposito minha confiança para manter meus aportes mensais. Isso, claro, é uma opinião pessoal, que serve exclusivamente a mim e a minha estratégia, não devendo ser tomada como critério para suas decisões.


